Marcas X Influencers | O que mudou na era do Covid-19

Isolamento social é sinônimo de uso frenético da internet.

A União Europeia pedindo pra Netflix diminuir a qualidade do streaming e parar com a sobrecarga nas redes. Nunca se consumiu tanto conteúdo.

O cenário apresentado por um estudo feito pela Agência Brunch e o Youpix, diz que 78% das empresas anunciantes afirmam que devem manter seus investimentos em marketing de influência neste momento, um reconhecimento quanto ao trabalho de quem é conhecido muitas vezes como a galera do “recebidos”. Também, 77,5% das empresas acreditam que influenciadores e criadores de conteúdo podem ser bons representantes em tempos de pandemia por continuarem sendo vistos pelo público.

A agência Spark analisou cases como o da Influencer Gabriela Pugliesi, que ao contrair o Covid-19 teve um aumento quase instantâneo de 120.000 seguidores, totalizando 4,5 milhões, mostra como existe um interesse genuíno dos espectadores quanto ao assunto do momento.

Whindersson Nunes aumentou seu engajamento em até 20% em posts que tinha a temática do Coronavirus. Nomes que já eram vistos talvez não causem tanto espanto com seu crescimento, mas a estrela do momento é o até então não tão famoso Átila Iamarino. Doutor em microbiologia pela USP, comanda o canal Nerdologia no YouTube e era conhecido por tratar ciência em mundos ficcionais e relacionar biologia com super-heróis. Com a chegada do novo vírus, se prontificou a usar seus conhecimentos de forma séria e virou referência no assunto. Atualmente seus posts tem o dobro de engajamento do que tinha antes da quarentena, está sendo patrocinado pela Chevrolet e soma mais de um milhão de likes por mês em média nos seus vídeos, segundo a Spark.

A SamyRoad, plataforma que agencia influencers com escritório em 10 países e especializada em marketing de influência, afirma que iniciada a quarentena, o escritório brasileiro viu um crescimento de 60% na procura de marcas interessadas em firmar ações com influenciadores.

“A maioria não está preocupada em vender produtos, e sim em ajudar a combater a pandemia.”

De forma a ser vista como participante do momento, a agência propôs que as maiores estrelas digitais que agenciam, aproximadamente 400 pessoas, cobrem um cachê menor em até 25% durante a pandemia. Mais uma mudança para a perspectiva de quem anuncia.  Pode ser que o influencer seja uma ótima ferramenta para acessar seu público e passar confiança em seu produto ou serviço.

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